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Indonésia: Bromo, um vulcão activo

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo

15/12/2016 | Fonte: Texto cedido por Rui Daniel Silva

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Rui Daniel Silva | Indonésia: Bromo, um vulcão ativo

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Indonésia: Bromo, um vulcão ativo1 de 7

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo. Com mais de 17 mil ilhas é também o país com mais vulcões ativos. São cerca de 70, dispersos pelas inúmeras ilhas. Com uma paixão assumida por este fenómeno da natureza e depois de já ter visitado alguns espalhados pelo mundo, decidimos apanhar no dia seguinte um comboio até Probolingo para visitar o vulcão Bromo.

Bem cedo, dirigimo-nos até à estação de comboios e começa logo a aventura. Uma autêntica confusão para atravessar a estrada, onde as muitas motas e scooters pareciam formigas, aparecendo de toda a parte. O caos ao vivo e a cores, mesmo ali à nossa frente. Com muito ou pouco sono, eramos obrigados a estar bem acordados para atravessar a estrada, ou então seriamos simplesmente levados por uma scooter uns bons metros até outra paragem. Como não estávamos interessados noutra paragem, toca a abrir bem os olhos e seguir em frente, serpenteando velocípedes até ao outro lado da rua.

Numa pequena barraca pedimos café e o dono perguntou se queríamos beber ali ou levar. Dissemos que era para levar e quando estávamos à espera de receber o café num copo, é-nos entregue dentro de um saco de plástico e uma palha.

Já no comboio, sentíamos o mesmo ritual de sempre. Os nativos iam almoçando e um cheiro intenso a comida marcava presença em todas as carruagens. Se até agora achávamos que os javaneses eram simpáticos, quando chegámos a Probolingo toda essa amabilidade tinha-se multiplicado por dez.

No caminho para a pousada, as crianças transbordavam de sorrisos, sempre com um acenar de mãos ou um “olá”. Algumas pedalavam nas suas bicicletas, fazendo-nos companhia até à pousada. Com uma longa jornada no dia seguinte para subirmos ao vulcão, tirámos o dia para descansar e apenas saímos à noite para jantar.

Num pequeno restaurante pedimos a comida e passados alguns minutos a luz foi abaixo. Mais umas gargalhadas que nos ajudaram a passar o tempo com mais alegria e boa disposição. Problema resolvido, jantámos e voltámos para a pousada. Às duas da manhã vieram  buscar-nos e fomos de carro umas duas horas até ao primeiro local. Ainda bastante escuro, levávamos lanternas e seguíamos um pequeno trilho sempre a subir até a um miradouro, local onde iríamos ver o nascer do sol.

A caminhada era difícil, mas acabou por valer a pena pela recompensa. O vulcão Bromo situa-se numa vasta planície no Parque Nacional Bromo Tengger Semeru e é um dos vulcões mais ativos na Indonésia. Aos poucos, o dia começava a abrir e de imediato uma desilusão estampada nos nossos rostos. Havia nuvens por todo o lado.

Com o passar do tempo, alguns turistas ou nativos desistiam e iam-se embora. Casmurros e teimosos, insistimos em ficar mais tempo e ainda bem. Aos poucos começávamos a avistar o vulcão, ao longe. Era simplesmente deslumbrante esta visão de um vulcão, deitando fumo da sua cratera.

Mas quando todas as nuvens desapareceram, ficámos sem palavras. Uma autêntica utopia para os nossos olhos. Um quadro perfeito, desenhado pelas mãos de um Deus bondoso que nos quis abençoar com esta imagem mágica. Após termos visitado o miradouro, voltámos à aldeia para fazer a caminhada até ao topo do vulcão.

Com pouco tempo disponível e vendo o vulcão ainda a uma distância considerável, decidimos ir de motorizada até ao início da sua subida. Uma autêntica aventura com os motoqueiros locais, que por vezes quase tombavam no chão com tanta areia pelo caminho. Mesmo assim, aceleravam que nem uns loucos. Até parecia que estavam a competir uns com os outros. E nós sentados atrás.

Chegámos ao tal local para a última subida e começámos a ouvir um barulho estranho. Parecia vir do vulcão que estava mesmo à nossa frente. Após uma inclinação bastante íngreme e complicada, chegámos finalmente ao cume. À nossa frente estava a cratera que deitava fumo com uma força incrível.

Todo aquele barulho que se ouvia antes da subida vinha daqui. Da sua cratera. Tal era o estrondo e a sua força que sentíamos que a qualquer momento o vulcão poderia entrar em erupção. Mas estar no topo de um vulcão e sentir toda a raiva vindo da sua cratera, foi sem dúvida uma experiência inesquecível.

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