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Viagens Soltas: Uma Suíça desconhecida

Uma crónica do Rui Daniel Silva

08/02/2017

Fotos

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Viagens Soltas: Uma Suíça desconhecida1 de 20

Confesso que tenho um fascínio enorme por descobrir lugares novos, ou melhor, aventurar-me por sítios não tão conhecidos e explorados. Desde a minha visita ao Curdistão Turco que me apaixonei ainda mais por estes destinos. Locais que quase ninguém conhece, mas que por vezes são uma agradável surpresa. Com cerca de uma semana disponível para viajar, comprei uma viagem até ao Norte de Itália e a partir daí aluguei um carro para explorar uma Suíça diferente.

Achei que não deveria visitar os roteiros mais conhecidos assim como as suas cidades e aventurei-me sem qualquer tipo de informação. Tinha tudo planeado. Dormir no carro e tomar banho nos muitos lagos que iria encontrar pelo caminho, pois sabia que a Suíça é um destino bastante caro. Se há algo que mexe muito comigo durante as viagens, são as paisagens naturais. Tudo o que é bucólico ou criado pelas mãos da natureza deixa-me muitas vezes extasiado e sem palavras. Toda esta viagem tornou-se num belo exemplo de que ainda há muito por descobrir e que por vezes vale mesmo a pena perdermo-nos ou simplesmente ir estrada fora. Sem dúvida alguma que o país é de uma beleza singular, desde as suas montanhas aos seus inúmeros lagos.


A cada instante parava o carro para tirar fotografias. Mas houve um lugar que nunca mais me vou esquecer e que me deixou completamente apaixonado. Posso afirmar que foi, sem dúvida alguma, amor à primeira vista. Tinha o mapa da Suíça e de vez em quando espreitava por onde andava, mas sempre fugindo das grandes cidades ou vilas. Chego a um lugar e vejo que no mapa havia uma estrada que não tinha qualquer continuação. Talvez uns trinta quilómetros.


Aventurei-me estrada fora e a cada passo a paisagem transformava-se. Ao longe começava a ver neve no alto das montanhas. Um caminho um pouco difícil, já que era sempre a subir e curvas contra curvas. Havia um riacho ao longo da estrada que completava ainda mais este puzzle de uma beleza esmagadora e tentadora. Cheguei ao tal sítio onde acabava a estrada e estacionei o carro.


A partir dali havia um pequeno trilho a subir. Nada de mais, talvez apenas uns duzentos metros. Quando cheguei ao destino final fiquei pasmado com o que estava à minha frente. Havia um lago enorme, rodeado por montanhas rochosas do lado direito. No lado esquerdo havia outra montanha com várias cascatas a desaguarem no lago, e lá ao fundo um glaciar.


Não tinha palavras para descrever o que estava a sentir naquele momento. Um lugar mágico e provavelmente um dos sítios mais bonitos onde já alguma vez estive. Estava em Göschenen. Nunca tal tinha ouvido falar. Todo aquele quadro à minha frente parecia ter sido desenhado pelos Deuses. Era perfeito demais. Tudo estava ali. Parecia que Deus tinha roubado um pouco de vários sítios para plantar num só lugar. Um autêntico elixir para os nossos olhos. Passo a passo, cada mochileiro vai descobrindo o seu caminho e cada etapa pelo desconhecido é um enigma que por vezes se torna numa utopia credível e verdadeira.

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