Pastelaria Bico Dourado
Relembra os tempos antigos
Fotos
O Bico Dourado não é propriamente um café de charme. O seu mobiliário, em pele e metal, é frio e quase desconfortável. As mesas estão demasiado afastadas umas das outras, dando a ideia de café vazio. E as vitrines dos bolos carecem da iluminação própria para fazê-los parecer irresistíveis. Ainda assim, não deixe de lá ir.
O Bico Dourado foi inaugurado ainda antes da independência, esteve fechado durante anos e reabriu há três semanas, pela mão de uma família moçambicana de ascendência indiana.
A padaria começará a funcionar esta semana, prometendo bolos e pão fresco, todos os dias. Mas, mais uma vez, não é por isso que deverá lá ir. É pela história do café. Felizmente, esta não é como muitas pastelarias de Maputo que esquecem o seu passado para se tornarem modernas e impessoais. O Bico Dourado manteve o nome, as cores e o lethering antigo à porta.
De vermelho e amarelo pintado, com uma esplanada emoldurada por ferros trabalhados, o café conseguiu manter a sua história e relembra tempos antigos.
Vale a pena lá ir para sentir um pouco do seu passado e provar, a preços baixos (100 meticais), um dos pratos do dia, sempre moçambicanos, nomeadamente o caril de coco com camarão ou o caril de amendoim com frango.
Se fechar os olhos, e esquecer os carros que vão passando na rua Patrice Lumumba, consegue ouvir o canto dos pássaros, e imaginar como seria aquela rua há 50 anos.
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