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Arquipélago de Bazaruto

Da janela do avião parece uma aguarela pintada pela mão divina

26/09/2011 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Foto: Teresa Cotrim | Vista aérea do Arquipélago de Bazaruto

Sobrevoar o arquipélago de Bazaruto é das experiências mais fascinantes que poderá ter. O azul-turquesa do oceano Índico mistura-se com o verde marinho, os castanhos dourados…

São quilómetros e quilómetros de areias finas e brancas e águas cálidas e transparentes. Da janela do avião parece uma aguarela pintada pela mão divina. Imperdível esta viagem.

Este arquipélago foi formado há milhões de anos quando a corrente do rio Limpopo depositou areias na sua foz. Situa-se na costa oeste do oceano Índico e tem uma área de 1.430 Km2. Fica a 600 Km da cidade de Maputo, a sul da cidade da Beira e em frente a Inhassoro e Vilanculos, a cerca 400 Km do continente.

Dele fazem parte cinco ilhas arenosas: Bazaruto, Benguerra (conhecida como Santo António), Mararupe (Santa Isabel), Paradise, (Santa Carolina) e Bangué. Desde 1971 que está classificado como parque nacional. Um estatuto que lhe dá a protecção do World Wildlife Fund, Endangered Wildlife Trust e do Governo moçambicano, que controla a construção de resorts por ilha.

Segundo a literatura encontrada no arquivo histórico de Maputo, o interesse da coroa portuguesa por estas ilhas data de 1772. A ocupação efectiva deste território ocorreu a 5 de Março de 1855. Só após esta data se verificou uma tendência de fixação de comerciantes na zona, principalmente indianos.

Foi decretada como reserva marinha protegida por dar abrigo a espécies em vias de extinção, como o dugongo (em 2006 nadavam nas águas 150 exemplares), quatro espécies de tartarugas, cinco golfinhos 180 tipos de pássaros e 40 borboletas.

As águas quentes e a variedade de coral são ainda a casa de mais de dois mil tipos de peixes. As baleias mink e right também podem ser vistas ao longo da costa deste arquipélago durante a sua viagem migratória.

Alguma fauna com perigo de desaparecer do planeta também aqui se esconde, na luta pela sobrevivência, como é o caso do macaco simango, cabritos vermelhos, crocodilos do Nilo, espécies endémicas de gastrópodes e lagartos.

O arquipélago tem ainda dunas costeiras com vegetação original, praias de areia e rocha e lagos de água doce. Estes, em conjunto com os mangais, fundos de ervas e comunidades de coral, constituem a base para uma vida selvagem muito rica. O fundo do mar pode aqui ser admirado, com quilómetros de recifes ainda intactos. Com as suas cores originais. É lindo.

©www.sapo.mz

 

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