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Explorando o Parque Nacional do Limpopo

Para os amantes da aventura este parque oferece todas as condições para o efeito. De 4x4, claro!

23/10/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Foto: ACTF

Uma das maiores atracções do Parque Nacional do Limpopo é o seu estado puro. Selvagem. Intocável quase.

As poucas infra-estruturas existentes se, por um lado são um entrave para os automóveis ligeiros por outro, deixam a natureza brilhar no seu esplendor permitindo aos amantes de aventura explorá-la até ao ínfimo pormenor, de 4x4 claro.

Este Parque é recente. As cercas que o dividiam dos outras fronteiras foram removidas há muito pouco tempo, por isso os animais vão-se aventurando pouco a pouco para aquele novo habitat.

Este situa-se na Província de Gaza e está incluído com os Parques Nacional do Zinave  e do Banhine, Kruger (África do Sul) e Gonarehzou (Zimbabwe). Em conjunto formam a área de Conservação Transfronteiriça do Grande Limpopo.

O primeiro animal a ser transportado do Kruger para o Limpopo foi um elefante, isto em 2002. Até agora já passaram cerca de 2200 animais. Mas os que avistámos são selvagens. Não estão ainda habituados aos humanos.

Como dizia Paula, uma portuguesa que encontrámos neste percurso que viajava numa comitiva de quatro carros 4X4, uma equipa todo-o-terreno “no Kruger Park parece que pousam para a foto, aqui não temos tempo de os fotografar ou filmar porque desaparecem num ápice!” Mas falava da experiência com os olhos a brilhar.

“Dormimos mesmo numa aldeia. As pessoas são incríveis. Muito acolhedoras e a natureza aqui é magnífica. As estradas é que são difíceis”, e ao mesmo tempo que falava um outro membro do grupo ia mostrando as fotos e as filmagens dos caminhos percorridos.

A verdade é que existem ainda várias aldeias neste local, caso de Makandezulo, Chimangue, Machamba, Bingo, Mavodze, Macavane, Estivane, Mabalane, Chombomune, Devende, Majarenga, Mepuze e Mapai.

Todas necessitam de suporte e melhoramentos para poderem conviver em harmonia com os novos hóspedes, sob pena de não haverem incidentes para ambos os lados. Ao que o Sapo apurou há um montante de 290 milhões de meticais para os ajudar a dar este passo.

Apesar de estar escrito que se conseguem avistar os Big Five: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante neste parque. Nós não conseguimos mas também não tínhamos um 4x4 para bater as estradas. Mas como está numa fase inicial de desenvolvimento é natural que assim seja.

Há kudu, girafas, zebras, cães selvagens, hipopótamos, javalis, hienas, porco do mato, cabrito das pedras, boi-cavalo, entre outros. Ah os pássaros são magníficos. Não perca oportunidade de os observar, assim como toda a envolvente paisagística.

Aliás, um dos parques é lindíssimo o Machampane Camp. Construído com materiais locais, alberga umas tendas topo de gama com uma soberba vista sobre o rio. As tendas cobertas pelas sombras das árvores e um entardecer junto ao reflexos de luz ténues sobre a água desenhando em espelho o que se passa ao nosso redor é algo que não se esquece.

Moçambique tem aqui uma pérola em bruto, pois a avaliar pelo movimento que os campos que estão dentro do Kruger têm, esta pode ser uma excelente fonte de receita a nível turístico. Até porque o Parque é lindíssimo.

Quem o visita pode deliciar-se com cerca de dez paisagens distintas e a simpatia Moçambicana única. Tem tudo para dar certo.

Uma das actividades principais são as caminhadas e como tem a barragem de Massingir alguns desportos náuticos são igualmente praticáveis, incluindo casas flutuantes. Por ver ainda aldeias a viver de forma tradicional – sem o toque turístico criado para a foto – tem uma oportunidade única de partilhar a cultura deste povo.

Já agora fica a saber que a estrada mais turística, ou seja aquela que já começa a ter mais apoios é aquela em que se entra pela fronteira Giriyondo. São 72 Km até Massingir mas passa por outros parques de campismo.

Segundo dados do PNL em 2008 visitaram este Parque 30 mil turistas, entre os quais os Sul Africanos ocupam o maior número mas portugueses, italianos, franceses, alemães, chineses, australianos, americanos e ingleses também por ali andaram a explorar.

Uma aventura a não perder.

©www.sapo.mz

Outras informações

Onde ficar:

Reservas da Águia Pesqueira e do Albufeira


As reservas podem ser feitas em Massingir (+258 21 713000) ou em Maputo (+258 21 300941).

Um outro número também aceita: +27 (0)13 752-3314.

E-mail: limpopo@wol.co.za.

No Águia Pesqueira tem espaço para  20 tendas. Tem dois grandes espaços e condições para serviços básicos como cozinha, casa de banho e balneários. Há ainda uma pequena loja com alguns produtos, como bebidas.

Já no Campismo Albufeira  tem quatro chaletts com varandas, wc e cozinha. Há espaço para dez tendas igualmente com cozinha e w.c..

Para ambos os turistas têm de levar as suas tendas. E paga-se cerca de 100 meticais. Quem levar caravana também consegue abrigo e a taxa é igualmente baixo.

Contactos

Morada
Parque Nacional do Limpopo - Gaza Sede Administrativa: Av. 25 Setembro 1018 - Cx. Postal - 4101 - Cidade de Maputo

Contactos

Tlf: (+258) 21 300 741
Fax: (+258) 21 306 212
Email: rjcumbana@limpopopn.gov.mz
Site: http://www.limpopopn.gov.mz/

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