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Ilha de Bazaruto

Ninguém fica indiferente quando chega a esta ilha

29/09/2011 | Fonte: Por Teresa Cotrim

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Foto: Teresa Cotrim

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  • Voo da ilha de Bazaruto a Vilankulos.
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Ninguém fica indiferente quando chega à ilha de Bazaruto. Quem aqui chega de avião, o que salta de imediato à vista são as suas imponentes dunas em tons de amarelo dourado, salpicadas com arbustos de um verde seco. São enormes – atingem vários metros de altura. A contrastar com o maravilhoso azul-marinho do oceano e o verde da baía dos crocodilos.

O ecossistema de Bazaruto é de uma riqueza única. É a maior ilha do arquipélago: tem 37 Km de comprimento e 7 de largura.

Conta-se que há muitos anos, devido ao nevoeiro que por vezes a cobre, era chamada pelos habitantes de Ushurutswa, que significa “terra de névoa”. Diz-se ainda que o portugueses não conseguiam pronunciar essa palavra, substituindo-a por Bazaruto.

No início de 1900 chegou a ser uma colónia penal e o seu farol de 18m de altitude é uma das últimas testemunhas desse período. Foi construído em 1913 para substituir um mais antigo, que operou entre 1897 e 1900 com o nome de Dom Carlos. Esteve inoperativo entre 1982 e 1996 até que a instalação de um painel solar lhe devolveu a vida.

Consta ainda que Bazaruto não escapou à II Guerra Mundial e que Joaquim Alves, o português que mais tarde passou a ter concessão deste espaço marítimo, aqui abastecia alguns navios de combustível. Mais tarde converteria estes edifícios em casas de turismo.

Esta ilha é habitada por cerca de 3.500 pessoas e não há autorização para aqui construir mais casas. Consta que a população é descendente da tribo de pescadores matsonga.

Este local é um dois em um: além de praia, tem lagoas lindíssimas – mas aonde não é aconselhável tomar banho por causa dos crocodilos. Pode ainda admirar a savana, os recifes de coral, os pantanais, os mangais … Uma panóplia de emoções que enchem a memória de boas recordações.

A água doce é uma das pérolas desta ilha. Há inúmeras nascentes, mas o reduzido número de poços obriga as mulheres a carregarem este precioso líquido à cabeça. O suporte é uma rodilha feita de capulana, um pano típico enrolado, que serve de almofada ao pesado carregamento.

Junto às nascentes, poderá também ver as mulheres a lavarem a roupa, que batem, ensaboada, em tábuas largas. Uma imagem que faz lembrar os tempos das lavadeiras no rio Tejo, em Lisboa.

Quem convive de perto com a população aprende como funciona a hierarquia familiar. Quando há visitas, a mulher fica calada, sentada um pouco atrás, enquanto vai observando atentamente o marido. Só intervém quando este acaba. Mas já há algumas mulheres mais emancipadas, talvez pela aculturação vinda dos turistas que visitam a ilha. Aperceberam-se de que existem outras culturas e outras formas de pensar.

Mas apesar de aos nossos olhos esta ilha ser paradisíaca, a dura realidade é que a vida aqui não é fácil.

A população vive da pesca artesanal – esticam as redes junto à praia ou aventuram-se no dhows, antigas embarcações movidas a vela feitas de pano cru já cozido e passajado vezes sem conta – e vara. Estas utilizam-se para a pesca mais grossa como o marlim e o serra. E quando não há peixe passa-se fome. Como é reserva natural podem ter pequenas machambas, mas não podem danificar o ecossistema.

Se for à baía dos crocodilos, pode ver as palmeiras com garrafões de plástico pendurados nos seus troncos: a população  está a preparar a sura, uma bebida típica da seiva desta árvore. É doce quando colhida, mas depois de fermentar torna-se muito alcoólica.

José é pescador e resolveu construir  uma cantina na praia. Uma espécie de mercearia. Mas o dinheiro chegou apenas para comprar quatro grades de cerveja, duas garrafas de óleo e um pacote de arroz. As prateleiras estão vazias, mas o orgulho está escrito na tabuleta pendurada à entrada do estabelecimento: “Sou pobre mas não dependo de ninguém”. José mandou pintar o cartaz da sua independência em Vilanculos. É a primeira coisa que faz questão de mostrar.

O turismo é actualmente é actuamente a principal fonte de receita da ilha de Bazaruto.

Excelente para mergulho, snorkeling, pesca desportiva, pesca de linha, passeios a pé, excursões de barco, esquiar nas dunas, observação da vida animal, enfim a riqueza é tanta que descrevê-la é impossível. O pior será “bazar daqui”.

©www.sapo.mz


 

 

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Ilha de Bazaruto - Arquipélago de Bazaruto - Província de Inhambane

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