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Inhaca, recantos paradísiacos

Património biológico da humanidade e amabilidade do seu povo

17/02/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Fotos

Foto: Teresa Cotrim

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Inhaca1 de 30

A ilha de Inhaca foi considerada património biológico da  humanidade. Situada a 32 km a leste da metrópole é mais um dos belos recantos que a natureza presenteou a Moçambique, sendo especialmente atractiva para os poetas, sonhadores e cientistas.

Que desde 1911 a visitam para estudar as mais de 300 espécies raras de aves, incluindo o invulgar pica peixe dos mangais, borboletas. E várias espécies de corais e mamíferos, caso dos golfinhos, baleias e dugongos.

Os primeiros habitantes da ilha foram os Tsongas, um povo Bantu que povoava o litoral da actual baía de Maputo. Consta que terão entrado através da península de Machangulo, a Sul. A dinastia Nhaca, que forneceu longos anos os régulos do território, deu nome à ilha, que é, ainda hoje, povoada e governada (simbolicamente) pelos seus descendentes, após um interregno de algumas décadas, quando o poder tradicional foi posto em causa pelo regime marxista pós-colonial.

A tradição oral diz que o seu nome é oriundo de um ancião que habitou em Maputo por volta do século XVI Tsonga Nhaca. Este ofereceu hospitalidade ao comerciante português Lourenço Marques e aos navegadores em dificuldades.

A partir de 1550, os mercadores portugueses estabeleceram uma base na ilha dos portugueses, de onde partiam para a Baía da Lagoa em busca de marfim. Em 1593, um navegador português é assassinado por um dos chefes rivais de Inhaca e o seu barco pilhado. Após 1621 os marinheiros da terra de Camões passam a pedir asilo à ilha de Xefina.

Por volta de 1911, a atmosfera tropical de Inhaca e os seus bancos de coral fizeram com que uma comunidade de aficionados da pesca, oriundos principalmente de África do Sul, criassem um pequeno hotel dando assim um novo dinamismo à ilha. A partir de 1960, as visitas não param de aumentar.

A ilha de Inhaca passou a albergar várias famílias de pescadores, muitos regressados das minas de África do Sul, outros da guerra, que viviam sobretudo da pesca e da agricultura. Ainda hoje se mantém esta economia de subsistência.  Neste pedaço de terra habitam cerca de 7000 pessoas. O turismo começou a ter um peso importante no orçamento familiar deste povo.

Nesta pequena ilha a população além da pesca – que cada vez é mais rara e faz com que os pescadores tenham de se aventurar mais no mar, cultivam batata doce, mandioca, gergalim, milho, couve, repolho e alface. Criam ainda galinhas e cabritos. Curiosamente todos convivem perto dos donos, à solta porque há a crença de que à noite regressam a casa. Comem o que a terra dá. Quanto às galinhas dormem em cima das árvores perto das cabanas. Já as cabras estão a levantar polémica. O régulo da ilha Evenice Nhaca tem feito pressão para que cada família possa ter mais de quatro cabritos – algo decretado pela Estação de Biologia Marinha uma vez que estes estavam a destruir a erosão costeira. Mas o  chefe tribal luta pela tradição.

Há rituais que vêm dos antepassados. É comum sacrificar um cabrito para pedir aos espíritos boas colheitas e coisas boas para o futuro. Na inauguração da nova Ponta-Cais, um projecto de 130 mil dólares que teve o apoio da Fundação Italiana o régulo teve de sacrificar uma galinha, pois não tinha um cabrito.

E para tal teve de pedir autorização aos espíritos. Eles aceitaram, contudo todos os anos há um grande campeonato de pesca desportiva na Ilha de Inhaca e a população faz sempre o ritual para pedir que os turistas que vêem a este evento saiam daqui contentes e com boa pescaria. E para isso necessitam de sacrificar o cabrito.

Outro dos problemas com que a população se  debate é com a qualidade da água. Alguns poços mais perto da linha do mar foram engolidos no tempo das cheias e a água ficou salubre, daí apenas no interior da ilha se conseguir encontrar água doce para beber. Há uma equipa no terreno a medir a qualidade da água e, por vezes, alguns ficam interditos a ser utilizados por uns dias até a água ser tratada. Outro dado importante é que aqui o custo de vida é 5% mais elevado.

Mas Inhaca tem algumas atracções que não pode perder: o velho farol e a sua praia, Ponta de Sta Maria, Museu de Biologia Marítima, os belíssimos corais, a Ilha dos portugueses e a casa de primeira esposa de Samora Machel. Pode ainda tentar ver a dança típica da ilha, a Metimba. Porém, antes de partir não se esqueça que está numa Reserva Natural.

©www.sapo.mz

Preservar a Ilha de Inhaca

A ilha de Inhaca é uma reserva natural, preserve-a...

A Universidade Eduardo Mondlane diz como

1. Não compre conchas, corais, carapaças de tartarugas marinhas caso sejam vendidas localmente.

2. Não ande, pise ou remova corais ou outros animais do recife de coral, das praias, plantas ou quaisquer outros recursos da reserva.

3. Não pratique caça submarina.

4. Não construa infra-estruturas nas Dunas, na Orla Marítima e nos Mangais.

5. Não caminhe sobre a vegetação em regeneração nas Dunas quando for à praia.

6. Não conduza veículos nas Dunas.

7. Não passe de barco nos corais a grande velocidade.

8. Não ancore o barco nos corais.

Em Inhaca estão representados todos os habitats/ecossistemas/recursos marinhos que existem no país inteiro: mangais e estuários; botânica marinha (macroalgas, ervas marinhas e fitoplancton); pesca e recursos pesqueiros; praias arenosas e plataformas rochosas; zona entre-marés; zona sublitoral (da baía e do Oceano Índico); tartarugas marinhas e mamíferos marinhos. A ilha da Inhaca é um modelo em miniatura da costa de Moçambique.

Outras Informações

Passeios a pé

Fazer passeios a pé pelo litoral (com a devida cautela por causa do regime de marés) é uma boa opção. Poderá admirar extensas faixas de areia clara e de formações rochosas esculpidas pelo mar e pelo vento. Mas atenção: a ilha tem áreas protegidas e de equilíbrio delicado, como a Reserva Terrestre de Inguane, onde as tartarugas marinhas fixam os seus ninhos e onde abundam florestas dunares. Ajude a preservar este habitat.

Mangais e pântanos merecem também a atenção dos caminhantes. Os primeiros encontram-se um pouco por toda a ilha e acolhem razoável diversidade faunística e marinha, nomeadamente pássaros, aliás dará de imediato por eles tal é a algazarra. Os segundos, competem com a mão humana que necessita de terras para a agricultura e de caniço para construir as suas casas.

Se passear pelo interior da ilha poderá passear pelas florestas mas preste atenção aos lugares sagrados, pois a população acredita que alguns espíritos ainda aí habitam, logo há que respeitar estas tradições.

A casa do régulo – do latim regulus, significa pequeno rei. Foi a designação dada na historiografia e administração colonial portuguesa aos chefes tribais e outros potenteados africanos - fica na ilha e poderá com marcação falar com ele, caso se interesse pela cultura e vida na ilha.

Actividades com a empresa Gone Fishin (obtenha o contacto no Pestana Inhaca Lodge).

Mergulho nas águas cristalinas do Índico debaixo do magnífico Sol Africano. Visita aos famosos jardins tropicais da ilha de Inhaca. Excursões ao Museu de Biologia Marinha ou ao Farol de Inhaca.

 

 

Como ir

1. Se estiver na vila siga a praia em direcção à parte Sul. Pode demorar 45 m. Consulte as marés porque a praia fica inundada durante as marés vivas e altas.

2. Pode alugar um taxi, um barco ou um 4X4. Chega lá em sete minutos.

Transportes para chegar a Inhaca

Avião


CFA Air CharterTransairways
Aeroporto Internacional de Maputo, sala 86, 1º andar
Maputo
Telefone: (+258) 21 466 881; Móvel: 82 711 400 082
Fax: (+258) 21 466 882
Email: cfamoz@tdm.co.moz
URL: www.cfa.co.za

Barcos

Vodacom Express - Maputo
Telefone: (+258) 842 201 610
Email: reservations@inhaca.co.mz

Dana Tours Moçambique, Lda
Av. Mao Tse Tung, 729 - Maputo
Telefone: (+258) 21 497 483; Móvel: 82 47 89 270
Fax: (+258) 21 497 428
Email: info@danatours.net
URL: www.danatours.net/

Barco Nyeleti: é outra opção, o mais utilizado pelos locais e pode conseguir viajar no porão por 200 meticais. Demora duas horas a chegar a Inhaca. Para mais informações ligue para (+258) 21 3258 04. Ou então envie um Fax para (+258) 21 321236.

Fretes: no porto de Pesca de Maputo pode ainda encontrar alguns barcos que fazem fretes até à ilha de Inhaca. São eles o Matemo, o Inhaca Live, Skuba e Závora. Os preços variam e podem ser negociáveis.

Informações úteis: quem visita a ilha de Inhaca tem de pagar taxas de turismo (Decreto 27/2003 de 17 de Junho)

Contactos

Morada
Ilha de Inhaca - Província de Maputo

Contactos

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