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Lago Niassa

Único no mundo, lindo, limpo e puro

30/10/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Fotos

Foto: Teresa Cotrim

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Lago das estrelas1 de 40

Quando o avistamos ficamos incrédulos com a sua beleza. Parece um Oásis após tantas horas de viagem. Este lago é no fim do mundo. Situa-se no meio de África, entre o Malawi, a Tanzânia e Moçambique.

David, um dos empregados do Nkwichi Lodge dizia a brincar: "No tempo da Guerra fugimos para o Malawi já aqui ao lado, era um adolescente, então discutia sempre com os meus colegas sobre a propriedade deste lago.

Para eles era o lago de Malawi ou das Estrelas como lhe chamava Livingstone, o escocês explorador e médico missionário mas para mim que sou Moçambicano - ali daquela aldeia, Mala, aponta orgulhoso - será sempre o Lago do Niassa", confessa, questionando a seguir: "É verdade que vocês tomam banho em água salgada.

É no oceano não é? E o mar é assim tão grande? Olhe aqui para baixo...", diz apontando para o profundo azul-turquesa das suas águas enquanto o barco as rasgava em direcção a Cóbué.

"Tem mais de 600 m de profundidade e 365 milhas de comprimento, daí os locais também o chamarem de Lago Calendário, como os dias do ano", explica sempre com um sorriso de orelha-a-orelha.

Mas na realidade apenas 23% do Lago está do lado da fronteira moçambicana. É património da humanidade desde 1984. E merece tal estatuto: é lindo. É limpo. É puro. É o terceiro maior do Continente Africano, a seguir aos Lagos Victória e Tanganika.

Tem uma fauna marinha inacreditável: possui a maior variedade de peixes do mundo, cerca de 1300 espécies, das quais 350 são endémicas. E 450 espécies de pássaros. Ah tem crocodilos. Enormes, por sinal.

A temperatura das suas águas oscilam entre os 22º e os 29º graus. E ao contrário do lado do Malawi a costa moçambicana é semi selvagem, encontrando por isso apenas dois lodges nas suas margens.

O seu nome deriva da palavra Nyasa, que na língua Cyao significa grande extensão de água. Já agora fica a saber que do lado Norte é banhado pelo Rio Rovuma e do lado Sul pelo Ludgenda.

Localiza-se a 600 km do Oceano Índico, está 480 m acima do nível do mar e tem uma superfície de 30 mil Km2. Como refere Jorge Ferrão na revista Índico situa-se na falha geológica conhecida por "grande vale do rift. Há locais com 1500m de profundidade e junto à costa chega a atingir os 200."

As maiores cidades ao seu redor são Meponda, Metangula e Cóbué. A maior actividade económica é a pesca. Para aqui chegar, se for de carro, passará pela cadeia montanhosa Maniamba-Aramanba ainda em estado quase puro. Acredite, sentirá o isolamento.

Esta é uma estrada quase deserta onde a densidade da vegetação lhe dará a sensação de estar numa caçada. Alguns animais podem mesmo atravessar-se no seu caminho e atenção aos incêndios: queimadas para rotatitividade das terras e ainda alguns caçadores furtivos são os responsáveis por estes.

É preciso espírito aventureiro para se meter nestas andanças.

©www.sapo.mz

Principais rotas para chegar

Rota 1

De Maputo apanha o avião até Lichinga - convém pernoitar nesta cidade. De manhã pode alugar um carro e ir até Mepunda, Metangula ou Cóbué depende o que deseja desta viagem. A praia mais bonita é a do Nkwichi Lodge pelo que se optar por esta terá de ir até Cóbué. São cinco a seis horas de viagem.

A estrada até Metangula é toda alcatroada mas depois são 70 Km de picada mas não é má, pois ainda não foi muito circulada. O pior é mesmo a última parte devido ao isolamento. O aluguer de um 4 X 4 ronda os 123 dólares por dia com 125 Km incluídos.

Atenção: tire bem a quilometragem, pois vão tentar enganá-lo. Cada quilómetro extra custa 0.95 dólares. São entre 375 Km e 400 Km. Pode também reservar com uma empresa que se chama Lurio Empreendimentos mas o preço são 300 dólares para cada lado.


Rota 2

De Maputo apanha o avião para Lichinga, dorme uma noite nesta cidade e vai até Metangula que fica a 120 Km e apanha o Ilala, o barco do povo para Cóbué. Atenção que a viagem pode durar cinco ou oito horas. Este barco velhinho com cerca de 100 anos pertence ao Malawi mas é o único que transporta os passageiros. Tem três classes, sendo a primeira no topo. Custa cerca de 60 dólares. Se for para o Nkwichi o lodge depois apanha-o em Cóbué.


Rota 3

De Lisboa a Tap voa em parceria com a Kenya Airways de Lisboa para a capital do Malawi, Lilongwe, com tarifas a partir de € 1300. Para o lago, há voos a € 100. Depois se quiser dar um pulinho até ao Niassa combina com um dos resorts ou apanha o barco Ilala para Cóbué. Se fizer deste lado da Fronteira em Cóbué tem de pedir visto de entrada em Moçambique. 

Como Ir

De Maputo apanha o avião até Lichinga, a partir daqui pode optar por ir de carro/4x4. Veja as opções detalhadas por rotas no artigo.

Contactos

Morada
Lago Niassa - Província Niassa

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