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Songo e a Albufeira de Cahora Bassa

14/02/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

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Fotos: Teresa Cotrim

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É a província mais quente de Moçambique. Às oito da manhã, na época do Verão, os termómetros chegam a marcar 36º C. Apesar de a cidade de Tete não ser particularmente bonita possui uma diversidade de espaços naturais e áreas marginais com elevado potencial para o desenvolvimento do turismo contemplativo, de aventura, caça e pesca desportiva.

O Songo é uma delas. Contudo, a rede de comunicações e a oferta hoteleira são ainda escassas.

Tete possui algumas áreas e monumentos considerados património histórico nacional, caso da Igreja S. Pedro de Cláver de Miruru, Fortaleza do Zumbo, Phiri Ya Mbunu, ruínas de Kayemba, Kalomwe-Kafue e a Missão de São José. Na cidade de Tete não perca a Fortaleza de São Tiago Maior e de D. Luís.

Mas o verdadeiro tesouro está no Songo, e chama-se Albufeira de Cahora Bassa, situada a 140 km daquela metrópole. Subi-la de barco é das experiências mais belas que poderá ter. Abrange os distritos de Cahora Bassa, Mágoé, Marávia e uma parte do Zumbo. Além de beleza natural, possuiu grande variedade de pescado, que atrai os desportistas aquáticos, caso dos amantes do peixe tigre.

Além disso, às suas margens vão elefantes, cudos, impalas, leões, bufálos, macacos... E nas suas águas nadam várias famílias de hipopótamos. Um espectáculo único. Nesta viagem poderá cruzar-se com os pescadores nas suas pequenas canoas. Eu experimentei remar naquelas águas de um verde forte, quase seco. Não é difícil, apesar de ser um pouco incómodo e periclitante. Não aconselhável a quem tem medo da água. Nesta albufeira poderá ainda assistir à famosa pesca do kapenta. Mas tem de ser de madrugada.

No Songo há ainda quem crie crocodilos para o aproveitamento das peles e carne. Já agora fica a saber que há diversos pratos típicos que poderá provar, caso de massa de farinha branca de milho com diversos tipos de caril, ou peixe pende grelhado ou cozido com verduras. Quanto às bebidas...

Há o Pombe, feito com diferentes ingredientes, entre os quais farelo, açucar, farinha e amarula. Em resumo: um local imperdível.

© www.sapo.mz

O que visitar

Zimbabwe do Songo: muralha feita de pedras sobrepostas. Pensa-se que foi construída pela população Madema, entre 1250 a 1450. Nome original: Katuta Mabwe.

Sobre Cahora Bassa

Bem no coração da província de Tete

"Moçambicanos e Portugueses consolidem aqui a unidade, a amizade e solidariedade cimentadas pelo aço e betão armado que produziu Cahora Bassa." – Samora Machel – Songo 17 de Setembro de 1986. Bem no coração da província de Tete, um dos mais importantes rios do continente africano deu lugar à construção do emblemático e grandioso escalão hidroeléctrico de Cahora Bassa.

O potencial energético desse rio já desde há muito era sentido no seu conceito primitivo de força, embora apenas nos começos do século passado 1905 e por sinal de novo um portugues – Gago Coutinho – ele fosse explicitamente considerado nessa perspectiva. Em finais dos anos cinquenta procede o regime então vigente ao "...reconhecimento sistemático dos recursos da bacia hidrográfica do rio Zambeze organizar os planos de aproveitamento e desenvolvimento ..." cometendo para colaborar nesses estudos a Hidrotécnica Portuguesa.

Para o crescimento sustentado da colónia pretendia-se um núcleo energético irradiante e todas as respostas convergem para a exequibilidade do aproveitamento hidroeléctrico de Cahora Bassa, então assim chamado, o qual com o advento da independencia do país e com a consequente criação da empresa concessionária da exploração, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa,SARL, retoma um dos provaveis nomes originais da região.

Está-se em 23 de Junho de 1975, quando é criada essa Sociedade, com sede no Songo, tendo por base os termos do Protocolo assinado entre Portugal e Moçambique dois meses antes.É participada por Portugal, maioritário, e por Moçambique. A obra épica da construção começa sob a égide do Gabinete do Plano do Zambeze que adjudica o empreendimento a um consórcio internacional ZAMCO no início de 1970.

Em começos de Dezembro de 1974 a albufeira começa a encher. Os acontecimentos históricos de formação do novo país vão fazer emergir diversos constrangimentos, sendo que só em Março de 1975 é dado início à produção de electricidade (GG 5) e apenas dois anos depois é iniciada a exploração com o transporte de electricidade em corrente contínua, a 1400 km de distancia, para a vizinha República da África do Sul.

De novo perturbações no curso histórico do país (actos de sabotagem ocorrem desde 8 Fevereiro 1985 até 1 Agosto 1998 e tornam-no inoperacional) levam a que todo o empreendimento só nesta data reentre com toda a sua plena potencia 2075 000 kWatt (repartidos por cinco grupos geradores consumindo cada um, por segundo, mais de 450 m3, pesando cerca de 2 mil toneladas e tendo um diametro máximo de 13 m).

Desde então e de forma crescente Cahora Bassa produz e transporta electricidade para Moçambique, R. África do Sul, Zimbabué, Botsuana e futuramente Malawi.

Songo, 14 Março 2004
Francisco Jorge Coelho da Rocha e Silva
(Administrador de Cahora Bassa)

Como Ir

De carro: uma vez em Tete, vindo de avião da LAM terá de alugar um carro e fazer 140 km até ao Songo. Siga as indicações da Albufeira de Cahora Bassa

Contactos

Morada
Songo - Província de Tete

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