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Maputo

Cidade "vestida de acácias em flor"

14/02/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Um poeta escreveu que a capital de Moçambique era "cidade garrida, poema de cor, que anda vestida de acácias em flor".

Quem passeia na parte urbanizada da cidade pode ler na simetria das ruas e avenidas arborizadas de acácias rubras e jacarandás de flor lilás, as suas palavras.

Maputo, antiga Lourenço Marques, nome de um comerciante português, possui uma alma colorida; pintada pelas vestes das mulheres, a capulana e pelo comércio tradicional que invade os passeios maltratados pelo tempo.

Frutos, vegetais, batikes (panos pintados), esculturas e outras mercadorias decoram as bermas das estradas como se de um gigantesco centro comercial, ao ar livre, se tratasse.

Quando sobrevoar a cidade de Maputo verá um contraste entre castanhos, brancos e verdes. E, se olhar com atenção, observará que esta metrópole foi traçada a régua e esquadro.

Nos seus tempos áureos há quem lhe chamasse a Nova Iorque de África; devido à sua imponência e organização.

Mas 25 anos de guerra civil deixaram-lhe escaras: os edifícios coloniais precisam de restauro, as estradas necessitam de ser alcatroadas e os passeios de pedra da calçada azul e branca, ao estilo pombalino, aguardam que um calceteiro lhes devolva a geometria gasta pelos transeuntes.

Mas a alma está intacta. Sem arranhadelas. Após os acordos de paz de 1992, Maputo não parou de se modernizar.

Plantada à beira-mar, rodeada pela baía Espírito Santo, delimitada por dois rios, o Incomáti e o rio Maputo pode dizer-se que esta é o pulmão da sua economia.

O centro da cidade pode dividir-se em duas partes delimitadas entre a Av. Julius Nyerere e a Av. 24 de Julho.

De um lado, encontra-se a baixa, que contempla o Porto, a estação ferroviária, bancos, antigos edifícios coloniais como o museu da moeda e o mercado central.

Do outro, sobre a colina erguem-se as residências mais nobres e ainda algumas embaixadas, hotéis e restaurantes.

Se ficar uns dias em Maputo há muitas coisas para ver.  Do litoral ao Sul poderá deliciar-se com belas  praias, planícies, dunas a perder  vista, lagoas de cor azul forte e verde esmeralda. Pássaros raros e lindos corais.

Quer exemplos?

A ilha de Inhaca a 34 km da metrópole é considerada património biológico da humanidade.

Esta concha de água onde Maputo mergulha as suas raízes urbanas possui mais duas ilhas: a Xefina Grande e a Xefina Pequena.

Falando ainda de praia... Ponta do Ouro, Ponta Malongane são igualmente atractivas.

Se gosta de montanha e campo vá até Marracuene, barragem dos pequenos Libombos ou Naamacha.

Para os apaixonados por animais... a 30 km de Maputo poderá apreciar elefantes em manada, no seu habitat natural.

Todo este ecossistema numa superfície de 26743 km. Locais que têm atraído cientistas de todo o mundo.

Mas prepare-se para sentir adrenalina: as estradas são péssimas e terá de habituar o corpo aos solavancos. Mas é uma viagem verdadeiramente emocionante.

©www.sapo.mz

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