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Pemba

Cultura, arte, tradição e um mar azul a perder vista

17/02/2009 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Fotos

Foto: Teresa Cotrim | Edifício da Administração Marítima de Pemba

Fotos

  • Zona velha da cidade
  • Zona velha da cidade
  • Zona velha da cidade
  • Zona velha da cidade
  • Zona velha da cidade
  • Zona mais antiga mas com construção de cimento
  • Vista do Porto
  • Venda de rua no bairro antigo
  • Universidade católica
  • Quartel da Marinha
  • Restaurante 556
  • Estátua de Paulo Samuel C.
  • Praça dos Heróis Moçambicanos
  • Porto - Antigo Porto Amélia
  • Praça da Independência
  • Ponte para Paquitete
  • Mural da Praça dos Heróis
  • Mulher muçulmana
  • Mesquita do bairro antigo de Paquitete
  • Mulher Muçalmana
  • Máscara do mapiko
  • Mercado Municipal
  • Madeira pau rosa
  • Madeira pau preto
  • Junto à estrada que sobe para ver a baía
  • Loja de artesanato em frente ao Casino
  • Igreja Maria Auxiliadora
  • Jogo de futebol, um dos desportos mais praticados pelos jovens
  • Hotel Nautilus
  • Igreja de São Paulo
  • Hospital de Pemba
  • Fortim
  • Arte Maconde
  • Centro Cultural de Pemba
  • Alfândega de Pemba
  • Administração Maritima de Pemba
  • Correios de Pemba junto ao Porto
  • Cooperativa de Arte Maconde Bela Baía
  • Centro de Arte Makonde
  • Av. 25 de Setembro
  • Casino de Pemba na praia do Wimbi
  • Artesão do Centro de Arte Makonde
  • Bairro Cariacó
  • A caminho de Paquitete
  • Mercado
  • Igreja Evangélica
  • Restaurante Bar 550
  • Administ Maritima de Pemba
  • Pemba
  • Pemba
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Zona velha da cidade1 de 55

Antigo Porto Amélia como era conhecida Pemba antes de 1975. Aqui pode deliciar-se a olhar a terceira maior baía do mundo com um porto que apresenta condições de navegação exemplares. Aliás, um dos melhores que os portugueses possuíram no tempo da colonização.

Situada a 2500 km de Maputo os seus 82 000 habitantes sofrem de algum isolamento mas quem chega não o sente.

O mar da famosa praia do Wimbie oferece de bandeja uma paleta de azuis esverdeados de incomparável beleza. As suas praias de quilómetros e quilómetros a perder de vista são límpidas. A água quente juntamente com a areia que parece seda, devido à sua fina textura formam a união perfeita.

Ao percorrer a Costa com um todo-o-terreno – apesar de ser proibido fazê-lo na areia para não danificar o ecossistema. Nesta viagem poderá contactar com o povo Maconde. Ao longo da praia poderá observar crianças e mulheres a plantar algas, apanhar amêijoas e magajoso, uma espécie de minhoca do mar que segundo consta ajuda a manter as águas impolutas. Quem adora este alimento são os chineses.

Alguns homens nas suas barcolas esbranquiçadas pela salmoura dedicam-se ao arrasto do camarão. Muitos apenas falam maconde, sendo, por isso, difícil a comunicação. Mas nada como o gesto para quebrar barreiras.

Muitas mulheres ainda pintam o rosto com uma máscara branca, o musiro sinónimo de que atingiram a maioridade. Também aqui se pode assistir a cerimónias e rituais, muitas vezes realizados por dançarinos mascarados, os mapicos, e acompanhados por um grande número de tambores ou instrumentos metálicos.

Ao assistir a esta dança, os jovens explicaram-me que vão um mês para o bosque para aprender a enfrentar o medo; identificar os sons dos animais, entre outros ensinamentos.

Depois alguns são circuncizados. A última etapa desta prova é celebrada com a dança do mapico. Outra forma de expressão cultural dos macondes é a tatuagem no rosto e os dentes afiados, com fins estéticos e de identificação. Aliás, dizem as lendas orais que os homens macondes não gostam das mulheres que não fazem estas pinturas. Por isso, desde cedo que os rituais são aplicados.

A vila mais moderna foi construída em 1904 como centro administrativo da Companhia Comercial de Niassa, sendo o bairro mais conhecido o paquitequete. Este povo tem um talento natural para a escultura em madeira e marfim.

Aqui vale a pena comprar objectos de pau preto; são de qualidade e têm obras admiráveis. Mas não se esqueça de um pormenor: este povo é o guerreiro por excelência. Aliás, são conhecidos pela sua coragem.

©www.sapo.mz
Pode ainda assistir aos artesãos a trabalhar a madeira de pau preto, aos ourives do Ibo a derreter a prata e a fazer joalharia, à dança do mapico e do Tufu, às tatuagens de rosto e dentes afiados dos macondes e ainda à máscara do Musiro nas mulheres.

As infra-estruturas e o turismo têm sido desenvolvidos nos últimos cinco anos com abertura de resorts exclusivos e hotéis de cinco estrelas nas ilhas, nas zonas de selva e campos de safari, bem como hotelaria de média classe.

As embarcações de luxo e os barcos de pesca foram chegando e com a infra-estrutura inexistente Pemba ainda tem um amplo caminho a percorrer e imenso espaço para crescer.

As comunidades muçulmanas, cristãs e hindus de Cabo Delgado coexistem em paz. De acordo com o último census realizado a população de Pemba registada é de 100 mil habitantes.

©www.sapo.mz

 

Como ir

De carro: em Nampula apanhe a estrada N104 para Nacala. Após 90 km chega à vila Namialo. Vire à esquerda para Pemba, e siga pela N106.

Pode ir de autocarro (Mecula) ou aventurar-se com os chapas; saem de Nampula, na Av. 25 de Setembro às 05h00 e chegam às 13h00. Existem ainda boas estradas que ligam Pemba à cidade de Montepuez a Oeste, para Nampula (438Km) e Ilha de Moçambique (425 Km a Sul).

As estradas nacionais ligam ainda Pemba a Dar Es Salam, tendo contudo de se utilizar o Ferry para passar o rio Rovuma, na zona de fronteira de Quionga.

É possível ir por estrada também para o Malawi, Zâmbia, Zimbabué, África do Sul e Suazilândia mas esteja preparado para enfrentar algumas dificuldades, pois algumas estradas estão muito mal tratadas. É aconselhável viajar sempre num 4X4.

De avião: a LAM – Tem voos regulares.

Contactos

Morada
Pemba - Província de Cabo Delgado

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