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Província de Tete

Calor e diversidade natural

15/02/2010 | Fonte: Por Teresa Cotrim

Foto: Guia Turístico de Moçambique

É a província mais quente de Moçambique e localiza-se no centro do país, fazendo fronteira a Norte com as Repúblicas do Malawi e da Zambia, ao Sul com a República do Zimbabwe e a província de Manica, a Este com a província de Sofala e a Oeste com as Repúblicas do Zimbabwe e da Zâmbia.

A sua diversidade em termos de espaços naturais é uma das suas principais riquezas.

Às oito da manhã, hora de Verão os termómetros chegam a marcar 38º graus, sendo a zona Sul mais quente do que a Norte. Tete situa-se num planalto com mais de 500 m de altura. A língua oficial é o português mas vários são os dialectos usados pelas diferentes etnias caso do Nyanja, Sena e Nhungue. Existem ainda outras línguas que incluem o Nsenga, Tawala e Chicunda. Esta província é rica em recursos minerais, dos quais se destacam o carvão, ouro, ferro e flourite.

No Séc. XIII até meados do Séc. XIV o seu porto foi um importante centro de comércio para os muçulmanos, que abandonaram o seu posto comercial por volta de 1531, dando lugar aos portugueses que acabaram por construir o Forte de São Tiago. A cidade ganhou ainda importância quando o Governador do rio Sena mudou o seu posto para aqui em 1767.

A cidade de Tete é a capital da província e uma passagem fundamental para o chamado corredor de Tete. A sua grande expansão deu-se em 1970 com a construção da barragem de Cahora Bassa, a 2º maior de África e 5º maior do mundo com uma albufeira de 2000 Km2 com 270 Km de comprimento e que na sua maior largura atinge 30 Km, além disso é um dos mais importantes negócios do país.

Este complexo hidroeléctrico é constituído por uma barragem em abóboda de dupla curvatura, com 164 m de altura e 300 de largura. Possui oito comportas. Para se chegar à central tem de percorrer-se um túnel, em declive de 1600 m de comprimento. Aí estão instalados os cinco geradores capazes de debitarem uma potência máxima de 2075 MW.

O potencial de produção (que poderá ser ampliado numa segunda fase) contempla não só o abastecimento de energia eléctrica a Moçambique como também aos vizinhos Zimbabué e África do Sul (e, futuramente, o Malawi).

O país de Mandela é, aliás, o principal cliente da energia produzida - à volta de 50% - e esteve, desde sempre, interessado no destino do aproveitamento, cujas linhas de transporte (mais de mil quilómetros) foram alvo de sucessivos actos de sabotagem durante a guerra civil moçambicana, nos anos 80.

©www.sapo.mz

Como Ir

Via Terrestre: A partir do Zimbabwe, pela fronteira de Cuchamo- 191 km da cidade de Tete A partir do Malawi pela fronteira de Zóbué- 120 km da cidade de Tete.

A partir da Zâmbia pela fronteira de cassacatiz- 293 km da cidade de Tete.

Via Aérea: Voos regulares da LAM a partir de Maputo ou da Beira ou de carro pela EN6 que liga a Beira a Machipanda.

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