Província de Tete
Calor e diversidade natural
É a província mais quente de Moçambique e localiza-se no centro do país, fazendo fronteira a Norte com as Repúblicas do Malawi e da Zambia, ao Sul com a República do Zimbabwe e a província de Manica, a Este com a província de Sofala e a Oeste com as Repúblicas do Zimbabwe e da Zâmbia.
A sua diversidade em termos de espaços naturais é uma das suas principais riquezas.
Às oito da manhã, hora de Verão os termómetros chegam a marcar 38º graus, sendo a zona Sul mais quente do que a Norte. Tete situa-se num planalto com mais de 500 m de altura. A língua oficial é o português mas vários são os dialectos usados pelas diferentes etnias caso do Nyanja, Sena e Nhungue. Existem ainda outras línguas que incluem o Nsenga, Tawala e Chicunda. Esta província é rica em recursos minerais, dos quais se destacam o carvão, ouro, ferro e flourite.
No Séc. XIII até meados do Séc. XIV o seu porto foi um importante centro de comércio para os muçulmanos, que abandonaram o seu posto comercial por volta de 1531, dando lugar aos portugueses que acabaram por construir o Forte de São Tiago. A cidade ganhou ainda importância quando o Governador do rio Sena mudou o seu posto para aqui em 1767.
A cidade de Tete é a capital da província e uma passagem fundamental para o chamado corredor de Tete. A sua grande expansão deu-se em 1970 com a construção da barragem de Cahora Bassa, a 2º maior de África e 5º maior do mundo com uma albufeira de 2000 Km2 com 270 Km de comprimento e que na sua maior largura atinge 30 Km, além disso é um dos mais importantes negócios do país.
Este complexo hidroeléctrico é constituído por uma barragem em abóboda de dupla curvatura, com 164 m de altura e 300 de largura. Possui oito comportas. Para se chegar à central tem de percorrer-se um túnel, em declive de 1600 m de comprimento. Aí estão instalados os cinco geradores capazes de debitarem uma potência máxima de 2075 MW.
O potencial de produção (que poderá ser ampliado numa segunda fase) contempla não só o abastecimento de energia eléctrica a Moçambique como também aos vizinhos Zimbabué e África do Sul (e, futuramente, o Malawi).
O país de Mandela é, aliás, o principal cliente da energia produzida - à volta de 50% - e esteve, desde sempre, interessado no destino do aproveitamento, cujas linhas de transporte (mais de mil quilómetros) foram alvo de sucessivos actos de sabotagem durante a guerra civil moçambicana, nos anos 80.
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