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Desafio: proteger o património cultural

26/03/2015 | Fonte: www.sapo.mz


A beleza e diversidade natural e paisagística de Moçambique contrasta com a degradação de edifícios e monumentos históricos. Para uns, dá ao país um toque selvagem, pouco artificial. Para o governo, a degradação se deve à falta de coordenação.

Quem viaja por Moçambique encanta-se facilmente pela beleza natural do país. No entanto, é visível a degradação dos edifícios e monumentos que contam histórias passadas.

A pobreza faz com que não exista dinheiro suficiente para a recuperação deste património, mas, segundo a Deutshe Weel, há também pouco interesse em fazê-lo.

O Governo reconhece que há falta de coordenação, visto que o actual modelo de gestão não define de forma clara quem deve ser responsável pela conservação e protecção do património cultural.

Para o Director Nacional Adjunto do Património Cultural, Evaristo Fernando, "tem que haver a parte que aprova e licencia as intervenções, que é o depositário, não é o município. Tem que entrar a entidade com a competência técnica exigida para explica o que é permitido e o que não é".

De acordo com Evaristo, a legislação para a protecção do pratimónio cultural nacional, existente desde 1988, não está a ser operacionalizada com as normas devidas. "A lei consagra que o depositário para realizar obras tem dez classificados do património cultural e deve consultar a entidade que superintende o sector da cultura."

Moçambique tem vários locais históricos que valem a pena ser visitados apesar do seu estado degradado, nomeadamente, a Fortaleza de São Sebastião, na Ilha de Moçambique, a Fortaleza de São João na Ilha do Ibo, ambas no norte.  No sul existe a Fortaleza de Maputo, a Vila Algarve, entre outros.


O país conta já com o apoio da Espanha que garante 200 mil dólares para reabilitar alguns destes locais. De acordo com Jaime Moreno, da Cooperação Espanhola é importante criar uma consciência sobre a importância de proteger o património cultural.

A degradação, contudo, não é o que mais preocupa os parceiros do Governo. A preocupação passar pela falta de dinamização dos espaços. Após a sua reabilitação, estes locais voltam a degradar-se.

Jaime Moreno, citado pela Deutshe Welle, recorda que "se o edifício recuperado não tiver uma utilidade prática, em poucos anos os problemas recomeçam".

Neste sentido, estes espaços devem também ser lucrativos. "Tornar-se num centro representativo, num museu para os visitantes e um pólo turístico que depois permita que outros edifícios sejam também reabilitados com fins produtivos."

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