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Cultura

Pólo cultural com intervenções marcantes de nível internacional

23/08/2012 | Fonte: Eliana Silva

Foto: ©www.sapo.mz | Pintura de Malangatana

Dizia Malangatana, ‘Tenho a memória nos olhos’. Símbolo impar da cultura moçambicana, o artista era um dos maiores representantes da herança cultural nacional, da música, à dança, passando pelas artes plásticas.

Com o mesmo dom da palavra escreve Mia Couto nos seus romances sobre leões ou flamingos ou José Craveirinha nos seus poemas. Estas almas moçambicanas não levaram só o seu trabalho mas todo o espirito dos artistas da Pérola do Indico.

Povo criativo é internacionalmente reconhecido pelos seus artistas plásticos: escultores, oriundos principalmente da etnia Makonde e os pintores, inclusive em tecido. Além de Malangatana, nomes como Gemuce, Naguib, Ismael Abdula, Samat e Idasse destacam-se na área de pintura. Na dança, a marrabenta é uma das grandes formas de expressão de Moçambique, tendo sido desenvolvida antes da independência.

A música não lhe fica atrás e enquanto sons como o jazz vão ganhando relevância pela mão de Moreira Chonguiça, as influências do rap e do hip-hop norte-americano vão-se misturando no trabalho de Dama do Bling, Iveth ou Azagaia.

Nos ritmos tradicionais, destaca-se a mbila, um instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, original dos chopes de Moçambique, e que em 2006 foi distinguida como património mundial da UNESCO. As timbila (mbila no plural) são fabricadas com placas de madeira tratadas por mestres musicais, têm como caixas de ressonância as cascas de frutos silvestres e podem chegar a formar uma orquestra.

De Niassa a Maputo fala-se oficialmente português mas por todo o país se ouvem línguas da família bantu: XiTsonga, XiChope, BiTonga, XiSena, XiShona, ciNyungwe, eChuwabo, eMacua, eKoti, eLomwe, ciNyanja, ciYao, XiMaconde e kiMwani.

Porque a comida demonstra muito do que somos feitos, se visitar Moçambique não deixe de saborear a cozinha tradicional: o caril de camarão, o guisado de caranguejo ou o arroz de côcô. Compre uma saca de castanha de caju e passeie-se pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano.

©www.sapo.mz

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