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Moçambique

A pérola do Índico

17/02/2009 | Fonte: Por Renato Costa

Foto: Rui Mesquita | Macaneta

Conhecido como a pérola do Índico, Moçambique conta com cerca de 2800 km de extensão, sendo banhado pelo Oceano Índico, o que lhe confere um elevado potencial turístico. Tanto ao longo da costa como no interior do país, Moçambique dispõe de uma floresta e fauna bravia típicas de zonas tropicais, assim como lagos, rios e lagoas propícias a actividades de pesca e desportos aquáticos.

Moçambique tem uma população estimada em 21 milhões de habitantes distribuídas numa superfície de 799 380 Km2, compostas por várias etnias, entre elas: macuas, tsongas, malauis e chonas.

Quando Vasco da Gama chegou a Moçambique, em 1498, o navegador português deslumbrou-se pelo encanto das pessoas, pela simpatia do povo que sabe bem receber, pela terra índica, cheia de vida e de belezas escondidas na sua natureza feita de praias sem fim. Por aí em diante, o país ficou conhecido como a “Terra da Boa Gente”, segundo elogios do navegador português.

O paraíso do Índico é um dos novos santuários do mundo, que tem investindo na recuperação da vida selvagem, com a sua variedade de reservas naturais, além de estar a apostar fortemente no turismo de qualidade, onde se desenvolve uma consciência ambiental cada vez maior.
 
As paradisíacas ilhas de Cabo Delgado à ilha de Moçambique conciliam uma cultura milenar e patrimonial; as surpresas da Reserva Natural do Arquipélago de Bazaruto à dádiva de Inhambane, ponto de passagem obrigatória das baleias em migração; a praia do Xai-Xai abre o apetite com as deliciosas ostras; à Ponta de Ouro, um dos destinos favoritos aos amantes do mergulho e o arquipélago das Quirimbas onde as estâncias são de belíssima qualidade.

Moçambique é um destino turístico de referência mundial. O país desenvolveu empreendimentos de luxo, onde pode albergar todo tipo de visitantes, desde os que selecionam com muito rigor o local onde pretendem ir até aos aventureiros, onde podem encontrar sossego, tranquilidade e contacto com a natureza. O turismo nacional cresceu e tem recebido elogios das maiores e melhores revistas.
 
A biodiversidade local é repleta de vários organismos vivos, desde a flora, a fauna, os fungos macroscópicos e microrganismos. Hoje há organizações no país que trabalham na conservação das espécies ameaçadas e em vias de extinção. Neste contexto, em Vilanculos e Inhassoro existe a protecção e conservação dos dugongos e tartarugas marinhas.

O potencial económico do turismo, resultado das excelentes condições climáticas, com praias magníficas, ilhas paradisíacas, assim como a grande variedade de flora e fauna, veio criar as condições para tornar Moçambique num dos destinos turísticos mais atractivos de Africa.

O país deixou de ter imagem de guerra, fome e carência. Passou a ser um local alegre, um lugar de referência internacional. Nas cidades, tudo parece familiar com a sua arquitectura que cruza histórias e culturas diversas, sente-se o pulsar da vida quotidiana, desde o burburinho dos seus bazares ao exotismo do artesanato aos museus, bares e restaurantes.

As pessoas quando visitam a cidade de Maputo descobrem um paraíso, para além das torres e avenidas, das praças e dos jardins, há as acácias vermelhas, espectáculo de cor que enchem os passeios de florzinhas pequeninas coloridas, tapete de luxo para quem pisa.

Os visitantes podem experimentar também o famoso “chapa cem”, transporte de passageiros, apesar de perigoso, será uma oportunidade de perceber, conviver e sentir a real vida do povo.

A base da alimentação moçambicana é o milho. A partir deste cereal faz-se uma massa que no sul é chamada de ushwa, no centro e norte chima. Esta massa é acompanhada por molhos de vegetais, tais como a cacana e a mboa, e também por mariscos, principalmente o camarão. O peixe seco também é muito usado.

A província mais rica na gastronomia é a Zambézia no centro do país. A cozinha zambeziana é à base do coco, tendo como prato principal a Galinha à Zambeziana. A galinha zambeziana grelhado com leite de coco é uma iguaria esplêndida. Moçambique é muito rico em mariscos. O camarão, a lagosta, o caranguejo, ameijoa e as lulas, são alguns dos mariscos que o país para o ocidente.

Os produtos típicos são o piri-piri, gergelim, amendoim, caju, côco e muitos outros. Nas bebidas existem as aguardentes destiladas, como a nipa e a katchulima, entre outras. Também se fazem cervejas de milho, mapira ou palmeira. Existem ainda os sumos de caju e canho.

Moçambique é muito rico em cultura. Artistas, poetas, escultores, mestres como Malangatana, Mia Couto, José Craveirinha, Alberto Chissano, Bertina, Noémia de Sousa, Shikhani tornam o leque cultural “pesado”, artistas que vagueiam pelas montras do mundo.

O artesanato é uma indústria particularmente familiar que acaba por ter manifestações magníficas, onde as matérias-primas locais são trabalhadas a partir de conhecimentos que gerações transmitem entre si, sem perder a percepção do nacional. As peças artesanais de maior relevo na escultura, são as trabalhadas em pau-preto.

O artesanato maconde é uma das principais manifestações artísticas do país, conhecida internacionalmente. Esta arte tem como objectos principais as carantonhas (mapiko) e máscaras guerreiras, e principalmente, a escultura feita em pau-preto ou mpingo. O pau-preto é uma madeira negra obtida da árvore mpingo (Dalbergia Melanoxylon) também conhecida nos meios europeus por "árvore da música". As boquilhas de muitos instrumentos de sopro são feitas em pau-preto.

Mulheres Macuas, na província de Nampula, pintam seus rostos com "muciro," um estrato de raiz branca. Eles também fazem cestas de palha, tapetes e outros itens, bem como esculturas de ébano e argila.

Para os Chopes da província de Inhambane "Timbila" é o nome de um instrumento de percussão e dança. O instrumento é semelhante a um xilofone. A timbila chope, um instrumento musical tradicional, foi inclusivamente considerada Património Mundial pela UNESCO.

Os ritmos moçambicanos constituem uma das mais importantes manifestações da cultura deste país. A música tradicional tem características bantu e também influência árabe, principalmente na zona norte. É normalmente criada para acompanhar cerimónias sociais, principalmente para manifestações de dança.

A música comercial vai beber à música tradicional inspiração, mas muitas vezes usando ritmos e tecnologias importadas de outras culturas. A música mais popular é a marrabenta, originária do sul do país.

Recentemente o mundo tem assistido o “boom” da economia moçambicana devido a descoberta dos recursos naturais.

Em franco crescimento, o país esta a ter uma dinâmica aparentemente imparável. Empresários de todo o mundo acreditam que possa vir a ser uma oportunidade consistente e uma alternativa aos mercados internacionais.

©www.sapo.mz

Feriados nacionais

•    1 de Janeiro Dia da Fraternidade universal
•    3 de Fevereiro Dia dos Heróis Moçambicanos Em homenagem a Eduardo Mondlane
•    7 de Abril Dia da Mulher Moçambicana Em homenagem a Josina Machel
•    1 de Maio Dia Internacional dos Trabalhadores
•    25 de Junho Dia da Independência Nacional
•    7 de Setembro Dia da Vitória Em homenagem à assinatura dos Acordos de Lusaka
•    25 de Setembro Dia das Forças Armadas Em homenagem ao início da Luta Armada de Libertação Nacional
•    4 de Outubro Dia da Paz e Reconciliação Em homenagem ao Acordo Geral de Paz
•    25 de Dezembro Dia da Família

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